Filosofia e Religião
Tai-chi-chuan

Para usar o tai chi chuan precisam firmar-se solidamente.
Equilibrem suas forças como um arco esperando para lançar uma flecha.
Mantenham as palmas das mãos para baixo.
Fiquem quietos como uma montanha e movam-se como um dragão.
Precisam flutuar como uma nuvem e bater como um disparo de trovão.
Precisam ser fortes como o ferro e ter a leveza de uma pétala de flor.
Pratiquem suavidade no verão e força no inverno”.
(autor desconhecido)
Criado há mais ou menos oitocentos anos, pode ser entendido como a arte da não resistência, onde o praticante busca harmonia entre o movimento do cosmos e o próprio movimento. É composto por movimentos fluidos, leves e soltos, proporcionando a chance de observar-se ao executá-los, tornando-se assim, um meio eficaz de meditação e relaxamento.
Baseado na filosofia taoísta trabalha com a energia interna. “O taoísmo influenciou mais que nada as artes marciais de linha interna.
Lao Tzu expressou, como já foi dito, que as coisas mais fracas superam as mais fortes e sobre este princípio, as escolas derivadas do taoísmo foram fundamentalmente suaves e flexíveis, ondulantes e sigilosas. Esta corrente foi chamada de Nei Chia, ou a escola esotérica ou interna, onde a mente e a concentração de energia primam sobre a força muscular.
Estas surgiram em oposição às chamadas Wai Chia, ou escolas externas, derivadas da semente budista, onde a resistência muscular, a força e a velocidade primavam.
A escola interna tem como seu principal representante o tai chi chuan, o qual se baseia na meditação taoísta e no I-ching, livro das mutações, considerado como um dos primeiros esforços da mente humana para situar-se no universo. Desta forma as duas correntes filosóficas chinesas convergem nestas artes marciais provenientes destas escolas internas. É dizer, Lao Tzu e Kung-fu Tzu (Confúcio) se dão as mãos. Este sistema de combate é também conhecido como Chang Ch’uan porque seus movimentos são compridos e não se detêm. (Chang significa comprido no tempo)” (51)